<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668</id><updated>2012-02-16T17:07:49.564-02:00</updated><title type='text'>... falamos da vida, sobre os amores das flores...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-8179326060949466527</id><published>2010-06-02T09:33:00.002-03:00</published><updated>2010-06-02T09:38:04.491-03:00</updated><title type='text'>Lápis sem ponta</title><content type='html'>Não escrevo mais nada aqui ultimamente,&lt;br /&gt;um hiato de meses se instalou.&lt;br /&gt;É que os lugares mudaram, os objetos também,&lt;br /&gt;as novidades esgotaram.&lt;br /&gt;Saudade eu nem sinto mais, já revi muito do que queria.&lt;br /&gt;Me lembrei desse lugar aqui, porque remexi velhos papéis.&lt;br /&gt;Mas vim só deixar claro que acabou a inspiração.&lt;br /&gt;Hoje vivo na segurança, aspirando dinheiro, quitação, obrigações...&lt;br /&gt;Nem tenho mais tempo de me ouvir cantar.&lt;br /&gt;Talvez eu volte, uma dia eu volto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-8179326060949466527?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/8179326060949466527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=8179326060949466527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/8179326060949466527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/8179326060949466527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2010/06/lapis-sem-ponta.html' title='Lápis sem ponta'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-3310588651737812235</id><published>2009-03-29T22:47:00.000-03:00</published><updated>2009-03-29T22:48:44.256-03:00</updated><title type='text'>procura-se</title><content type='html'>placa na rua: “Procura-se cachoro deficiente, preto e sem dentes. Recompensa de 100 reais. 24hs.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás fui chamado de cachorro, os fatos a levaram a me classificar dessa forma, e como cachorro que eu passara a ser, deveria ser rechaçado, rejeitado ou no mínimo criticado, sem ter direito de réplica. Um homem cachorro, indigno de respeito e amor. Cachorro e safado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era deficiente, mas tinha um senso de bom incrível. Corria, subia muro, trabalhava com a força de 3 pernas, mas dia e noite lá estava a perna deficiente, seca, perseguindo seu presente e futuro. Em meio aos passeios, escadas e degraus de ônibus a perna mostraria o porque de ser excepcional, deficiente, notável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conhecida desistiu cedo dos dentes. Eram caros de se manter, difíceis de sustentar. Descobriu outras habilidades com a boca lisa, as gengivas agora eram proeminentes, desgastavam tudo que nelas roçasse.  Certa vez abocanhou um caroço de manga, deixou que a fruta deslizasse dentro da boca por algum tempo. Em minutos o que era gordo de carne, sumo e fibra, ficou liso, sem cor, sem gosto.  Seria interessante se não fosse ridículo; deixar de sorrir com dentes para roer com gengivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colega, quando criança, mais do que aparentava na pele, sentia-se preto. Não preto como Negro, como raça. Sentia o pretume como uma situação preta, como boi da cara preta. Os colegas o chamavam de preto todo dia e o que deixou de ser simples e característico virou um pesadelo. Queria mudar essa situação e a mãe disse que ele clarearia. Só conheço um caso em que isso aconteceu e nem foi porque a mãe quis.&lt;br /&gt;Cachorro, deficiente, preto e sem dentes... e ainda há quem procure, quem queira pagar para ter algo assim, que some todos os nosso preconceitos e distorções dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuram-se muitas coisas nessa vida, pensar que há o risco de perdê-las é aterrorizante, faz perder o sono, criar proteções, prevenções.&lt;br /&gt;Perdi meu cachorro, ele é preto, desdentado e deficiente, mas é meu amigo, não duvida, não reclama racionalmente, seus argumentos não valem, nem existem.&lt;br /&gt;Com todas essas características é melhor ser cachorro deficiente do que gente simplesmente competente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-3310588651737812235?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/3310588651737812235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=3310588651737812235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/3310588651737812235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/3310588651737812235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2009/03/procura-se.html' title='procura-se'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-4227112918461496686</id><published>2009-01-30T14:46:00.001-02:00</published><updated>2009-01-30T14:47:55.267-02:00</updated><title type='text'>no próprio umbigo</title><content type='html'>Vai &lt;br /&gt;Sai desse planeta&lt;br /&gt;Vai morar noutro lugar&lt;br /&gt;Boi da cara preta sai com essa careta&lt;br /&gt;Esse mundo tão pequeno vai te sufocar&lt;br /&gt;Vai morar no próprio umbigo, &lt;br /&gt;talvez o melhor abrigo pra quem quer se isolar.&lt;br /&gt;Vai sem o menor pudor, destilar tanto rancor&lt;br /&gt;Sai calado(a) e depois saca a língua, apontada e afiada&lt;br /&gt;Começa e destilar o veneno guardado em ti&lt;br /&gt;Culpa alguém ou todo o mundo pelas ínguas e mazelas,&lt;br /&gt; pelas diferenças e tudo aquilo que em ti não cabe&lt;br /&gt;Sabe, percebe o mundo, &lt;br /&gt;tem tanta certeza, mas sem cerveja e sem amigos&lt;br /&gt;pra te questionar, discutir, dialogar, &lt;br /&gt;faz de ti um buraco profundo&lt;br /&gt;vai se afastar das pessoas, contra a felicidade,&lt;br /&gt;morar num lugar onde as pedras e coisinhas não mudam, &lt;br /&gt;não entram em desacordo&lt;br /&gt;não combinam nada, mas não vão te decepcionar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-4227112918461496686?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/4227112918461496686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=4227112918461496686' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/4227112918461496686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/4227112918461496686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2009/01/no-proprio-umbigo.html' title='no próprio umbigo'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-2413580795956967935</id><published>2009-01-19T17:59:00.000-02:00</published><updated>2009-01-19T18:05:21.505-02:00</updated><title type='text'>Paixão de vitrine</title><content type='html'>&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CPABLOG%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CPABLOG%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CPABLOG%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Televisão de cachorro, alimento pra carne.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Em tempos de agrura, amar parecia coisa doente, paixão coisa distante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Significado bíblico, nem carta de Paulo aos Coríntios redefiniriam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas nem só de agruras vive o homem racional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Outro dia senti paixão de vitrine por uma pessoa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Antes disso, paixão de vitrine era sonhar com um CD duplo do Pink Floyd com luz vermelha pulsátil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Bem antes, paixão de vitrine era dormir tendo em mente dias de glória igual Karatê Kid. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Ridículo? Não! Sincero, emotivo, exacerbado, brega (sempre!), ilimitado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Coincidência ou não, descobri que as mulheres da minha vida têm nome tri ou polissílabo. Raras exceções com nomes menores; parentes em geral, ídolos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Hoje centro-me em dedicar amor distinto e recíproco a três mulheres: a mãe, a irmã e a esposa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Entre as três percebo a &lt;i style=""&gt;philia&lt;/i&gt; como um amor primário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Primeiro no caso da mãe, e desenvolvido com a irmã e a esposa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas o cerne dessa conversa de uma pessoa só é a definição do que vem a ser paixão de vitrine, quando você transfere tudo aquilo que é lúdico e desejável da matéria para a pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Paixão de vitrine, transitando entre &lt;i style=""&gt;philia&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;eros&lt;/i&gt;, foi o desejo mais completo e instigante que senti nesses últimos anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A esposa me apareceu primeiro pelo nome; forte, trissílabo. Depois a silhueta animada, nariz, olho, coisas simples, cabelo, semelhança com sei lá o que de bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Sonhei com momentos, (como havia dito, brega sempre!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Supracitado, paixão de vitrine é instigante e nesse caso eu não sabia que poderia ser recíproco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Nunca recebi, mais do que eu mesmo gerei em mim, o amor que senti pelo CD do Pink Floyd ou as glórias e bravuras do Karatê Kid.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas a paixão de vitrine dedicada à esposa não importa o custo, e o benefício é incalculável! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Paixão de vitrine virou o melhor e constante retorno. Não comprei. Busquei! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E diferente do CD e da glória utópica, a paixão e amor se realimentam indo e vindo, cheios de defeitos e necessidades, exigindo, corrigindo, criticando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Pus na vitrine a pessoa inteira, sem manual. Desejo sempre tudo aquilo que ela pode me oferecer de melhor e transformador, de real, nada criado por mim. Sem necessidades inventadas, mas existentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Simone é meu trissílabo, às vezes enigmática, mas sempre fascinante. Sempre numa vitrine pra que eu nunca me esqueça do valor, da conquista, do retorno, do bem que queremos nos fazer.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-2413580795956967935?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/2413580795956967935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=2413580795956967935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/2413580795956967935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/2413580795956967935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2009/01/paixo-de-vitrine.html' title='Paixão de vitrine'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-446909611857856191</id><published>2008-08-31T17:44:00.002-03:00</published><updated>2008-08-31T17:50:54.908-03:00</updated><title type='text'>20 segundos</title><content type='html'>Morreu mestre Salustiano e a notícia durou 20 segundos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/viver/nota.asp?materia=20080831131050"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.diariodepernambuco.com.br/viver/nota.asp?materia=20080831131050&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No país do futebol 20 segundos são suficientes para dar conta de um insípido rabequeiro, cavucador da cultura musical popular, agitador, brincalhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem durado a vida toda a lembrança do dia que dancei e abri um sorriso grande de alegria ao som da trupe de Mestre Salustiano.  O colorido dinâmico do Cavalo Marinho, o pulso frenético do Coco, do pandeiro, do ganzá e de uma rabequinha de notas distorcidas e envolventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo dia Robinho não quer mais jogar no mesmo time, está chateado, desgostoso.&lt;br /&gt;Robinho é jogador de bola, faz isso para sobreviver, e ganha muito bem. Robinho é habilidoso e malabarista, dá a sensação que a dança está associada ao drible e impregnada nos nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durou cerca de 2 minutos a notícia sobre sua insatisfação, com imagens e atenção focada de um monte de lentes com flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os dribles (ruborizantes) de Robinho me envolvem durante o mesmo tempo em que um achocolatado leva para dissolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre Salustiano me arrebatou, só o vi se apresentar umas duas vezes, cerca de meia hora cada e nunca mais me esqueci. Tudo brilha nos meus olhos, se amplifica nos meus ouvidos e se fortifica no meu nariz e boca quando lembro a noite em que me permiti mexer o corpo ao som que resumiria a vida musical de Mestre Salustiano e a leva de pessoas que o acompanham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 segundos de notícia sobre alguém que não esqueço e 2 minutos de notícia sobre alguém que esqueço em 20 segundos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-446909611857856191?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/446909611857856191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=446909611857856191' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/446909611857856191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/446909611857856191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/08/20-segundos.html' title='20 segundos'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-966159060897173904</id><published>2008-08-27T21:51:00.002-03:00</published><updated>2008-08-27T21:56:21.690-03:00</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;E se tiver que viver sem?&lt;br /&gt;Abdicar de centenas de coisas sem as quais o dia passaria insípido?&lt;br /&gt;Seria lento um dia sem cor?&lt;br /&gt;Que cor seria um dia vazio?&lt;br /&gt;Haveria frio ou noção de calor para ao frio se opor?&lt;br /&gt;E sem saber o que é ter, sentiria falta de quê?&lt;br /&gt;Qual coisa elegeria como favorita para suprir ou substituir?&lt;br /&gt;Que escolhas faria? Saberia o que é dilema, opção, duas vias, bifurcação...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;observação: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Jean-Paul Sartre, filósofo francês contemporâneo, defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está condenado a ser livre, posto que sempre haverá uma opção de escolha: mesmo diante de A, posso optar por escolher não-A. Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ang%C3%BAstia"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ang%C3%BAstia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-966159060897173904?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/966159060897173904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=966159060897173904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/966159060897173904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/966159060897173904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/08/angstia.html' title='Angústia'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-1452709786459652738</id><published>2008-06-27T12:13:00.000-03:00</published><updated>2008-06-27T12:14:51.113-03:00</updated><title type='text'>Dona Avualda e as Mazelas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Desde a gênese dessa nova temática que persigo, algo me preocupa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A personagem que resolvi me dedicar fala pelos cotovelos. Dona Avualda é, como as coisas vivas, constante e pulsátil, e da data que postei o primeiro causo até agora, muita coisa mudou, parte de suas queixas continuam mais confusas do que antes, o médico gótico de alargadores nas orelhas agora é um “traste incompetente com a letra garranchuda”, com a ressalva que o “doutorzinho” concorda com todas as suas mazelas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nas palavras do cantor Falcão: What’s porra is this? Vou explicar o que diabo é isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;(to aqui tentando lembrar outro causo antigo, e Dona Avualda está aqui do meu lado falando e já contando novas marmotas. Precisarei de método pra depurar tanta história!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dona Avualda não esconde sua predileção por doenças graves, aliás, por coisas ruins. Dar conta das agruras do dia a dia é seu esporte favorito, trazê-los para a sua vida e ficar doente por conta disso tudo é seu objetivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Faleceu por problemas no coração, dia 24 de junho, a Dona Ruth Cardoso. Até aí normal, do ponto de vista do ciclo da vida. O negócio é que Dona Avualda, duas semanas antes, teve uma síncope enquanto fazia exames de rotina. O coração desandou e a “pobe” indo ao banheiro, desabou no chão e quebrou um dedo do pé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;(enquanto narro esse causo, acabo de ouvir dela, ali noutro ambiente da casa, que sua boca não sente gosto de nada, acabou-se o paladar)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Soubemos desse ocorrido porque uma vizinha sua ligou contando. Mas a vizinha não poupou no exagero e, pelo telefone, parecia que Avualda estava destinada à mesa de cirurgia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na semana seguinte, ela voltou. Pé enfaixado, andando capenga como se estivesse com um pé no fundo e outro no raso, carregando como troféu seu parecer médico. Lá estava a prova irrefutável de que Avualda estava mazelada, e todos os seus esforços culminaram em hospital.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a morte de Ruth Cardoso, Dona Avualda se identificou e viu na notícia a possibilidade de classificar seu troço no coração como uma doença grave, o que lhe outorga morte certa. E ai do médico que queira arriscar palpite feliz, livrando-lhe do calvário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só pra listar as doenças reclamadas por Dona Avualda: artrose no pé (que tá com o dedo quebrado, falta de paladar, sinusite, dor no cérebro (é verdade!), angina e arritmia, dor na coluna, visões de olhos fechados, vozes do além, experiência pós morte, ônibus atrasado e engarrafamento, marido grosso, filho submisso à esposa, nora preguiçosa, pais primos e doenças congênitas e hereditárias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É muita mazela junta? Outro dia eu ouvi dela tanto problema junto, mas tanto problema, que pensei: “mais problema do que ela, só num livro de matemática”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-1452709786459652738?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/1452709786459652738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=1452709786459652738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/1452709786459652738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/1452709786459652738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/06/dona-avualda-e-as-mazelas.html' title='Dona Avualda e as Mazelas'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-3759853658225284757</id><published>2008-06-24T15:13:00.001-03:00</published><updated>2008-06-24T15:17:26.315-03:00</updated><title type='text'>Dona Avualda e as figuras da rua</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;De trás pra frente posso ser mais fiel, assim, creio, conseguirei fazer uma trajetória do espanto até o entendimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje ela chegou animada, atrasada, com o pé novamente enfaixado; um médico com piercings e tattoos mexeu com seus sentidos e a fez ver que um homem esquisito pode se responsabilizar pela saúde do outro, sem aquele esterilizado estereótipo branco de consultório.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não achei que seria diferente, mas hoje as queixas tinham relação com o filho:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“aquele indiota imprestável, e aquela mulher dele que não faz nada, com aquelas roupas mijadas e sujas da minha netinha que eles não cuidam! Como se botar uma criança no mundo fosse fácil, pra fazer é rapidim, mas pra criar... ai meu Deus, sei não viu!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Radicalmente ela mudou e a conversa se voltou pro doutor de unhas pretas, alargadores na orelha:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“você precisava ver! As orelha tudo com alargador, tatuagem, um furo no lábio, as unhas pretas... eu acho que era um doutor gótico, sei lá.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que ela chegou toda animada e lembrou-se de umas figuras malucas que passavam pela rua onde morou sei lá quando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tinha o Bebé Capão, um sujeito que usava um monte de paletós, tudo junto, um em cima do outro, e os pais usavam a imagem do doido pra tanger as crianças pra dentro de casa no fim da tarde. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“menino! Entra se não o Bebé Capão vai te pegar!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na mesma rua, outra figura: Xirica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa era uma mulher que enchia a lata, bebia altos gorós, trajava roupas justas e cultiva o estranho hábito de andar com uma jibóia em volta do pescoço. Você perguntará: “mas gente, jibóia é uma cobra!!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, a capacidade que Dona Avualda tem de contar causo em cima de causo, eu nem duvido que fosse apenas uma cobrinha cinza daquelas que vivem em baixo de pedras no jardim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Segundo Avualda, Xirica bebia, e muito, trajava roupas justas e cobra e antagonicamente, apesar do fálico cachecol vivo, Xirica não curtia homens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Xirica morreu, foi achada assim no chão de casa, acham que foi de tanto beber. A cobra lhe envolvia o pescoço falecido e não foi acusada do ocorrido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bebé Capão ninguém sabe dele, ficou no imaginário das crianças, junto do Papão, da Perna Cabeluda, do Corta-Bunda e do Batatão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-3759853658225284757?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/3759853658225284757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=3759853658225284757' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/3759853658225284757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/3759853658225284757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/06/dona-avualda-e-as-figuras-da-rua.html' title='Dona Avualda e as figuras da rua'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-9203748819187107935</id><published>2008-06-24T14:39:00.000-03:00</published><updated>2008-06-24T14:40:19.250-03:00</updated><title type='text'>Dona Avualda</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aqui onde moro, convivo diariamente com uma figura particularmente muito interessante. Ela não irá lhe contar coisas fantásticas da tecnologia, das ciências, tampouco reflexões complexas acerca das relações humanas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suas abordagens são simples, empíricas, observam as pessoas e coisas do dia a dia, mas não têm nota de rodapé nem compactuam com linhas e academicismos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por vezes suas histórias estão impregnadas de julgamento, valores questionados, condutas reprovadas e preconceito. A verdade é que estamos diante de uma pessoa comum que, do seu jeito, externa suas impressões, achismos e conclusões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aqui lhe foi delegada a função doméstica de cuidar das coisas da casa, do chão, das roupas, de encher e esvaziar a geladeira com coisas que devem ser preparadas no fogão e por aí vai. Nesse meio tempo, entre um pano de chão, um corte de bife ou lavagem de pratos eu e meus parentes ouvimos de tudo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A partir de hoje alguns posts nesse blog terão como conteúdo resumos e narrativas das histórias contadas por essa figura cheia de mazelas e causos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-9203748819187107935?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/9203748819187107935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=9203748819187107935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/9203748819187107935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/9203748819187107935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/06/dona-avualda.html' title='Dona Avualda'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-7945438026640920953</id><published>2008-03-04T02:11:00.000-03:00</published><updated>2008-03-04T02:22:33.923-03:00</updated><title type='text'>Os sábados começavam assim.</title><content type='html'>O sono ia acabando, eu começava a despertar com o corpo desencaixando-se da cama, os sons começavam a tomar forma, exigindo entendimento e os olhos redescobriam a luz do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite de sono me lembra um longo e profundo dia de chuva e céu cinzento. Depois vem o sol, estreitando as pupilas, corando as faces. No final é sempre o sol que vem anunciar o despertar de um novo dia, seja noite ou chuva, o sol é quem liberta. E sol me remete a infância. Sol e criança têm tudo a ver: o calor, a energia... As coisas cantam em dia de sol, há uma sinfonia de sons diversos, uma engrenagem girando, revelando vida.&lt;br /&gt;E no sábado era assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após religar as funções do corpo e levantar, eu primeiro ia descobrir que som era aquele. De onde vinha eu sabia, precisava descobrir quem o fazia. Lá estava ele, selecionando largos discos pretos, pareciam cabelos negros e lisos sob a luz. No cheiro tinha álcool, tinha água, tinha um gosto de som, tinha um pouco de pó, depois ficava lindo, limpo e soava ao girar.&lt;br /&gt;Não era lá uma casa muito comum. Onde mais uma criança de 10 anos acordava ao som de Paul Anka, Paulinho da Viola, Stevie Wonder ou um samba enredo campeão do carnaval de 1980?&lt;br /&gt;Começava com música e seguia assim por muito tempo, tudo no ritmo e intensidade do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante um barulho distorcido, uma senhora negra, pele com traços do tempo, segurava nas mãos um côco em hemisfério, e o roçava constantemente numa colher com dentes. Ela também lavava, fazia das roupas chicotes de algodão, açoitava a pia. Assim se amaciava roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jardim estava ela: colher de bolinar terra, chinelos, bermuda, freqüentemente retirando mechas de cabelo do rosto. Linda, pondo as coisas em ordem, aparadas, regadas.&lt;br /&gt;Ao me deparar com essas cenas, eu sentia que ouvia um sonoro “bom dia!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, na rua, uma agitação frenética e pueril. Bola, pipa, bila, baladeira, elástico. Os sábados estavam lá para mostrar que tínhamos o direito de sermos felizes. E as pessoas que citei acima se encarregavam de garantir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo achava que só eu e minha irmã tínhamos um despertar com música, cheiro de comida e planta de jardim. Quando essas cenas tornaram-se escassas e passamos a desfrutar mais da noite do que do sol, descobri outras pessoas que se aproximaram, pois tinham histórias semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos sábados se seguiram até eu migrar para a noite, até crescer e buscar sons e aromas de outras fontes, mas nesse meio tempo, por várias vezes a minha casa com som de disco, côco rapado e cheiro de planta e terra molhada foi um lugar de brilho, calor e vida.&lt;br /&gt;Ainda é, mas o cheiro e o som são outros, contextos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje escrevo aqui, porque me foi garantido o tempo certo pra brincar, correr, ouvir, descobrir e dormir, processando imagens e sons em sonhos e idéias.&lt;br /&gt;E novamente eu volto a sentir saudade das coisas que não perdi, apenas latejam no peito, visíveis, claras e definidas, vivas, só pra lembrar de onde eu vim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-7945438026640920953?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/7945438026640920953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=7945438026640920953' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/7945438026640920953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/7945438026640920953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/03/os-sbados-comeavam-assim.html' title='Os sábados começavam assim.'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-6114902108701251383</id><published>2008-02-27T01:52:00.001-03:00</published><updated>2008-03-04T02:53:46.650-03:00</updated><title type='text'>"Como gasto papeles recordándote, como me haces hablar en el silencio..."</title><content type='html'>"&lt;em&gt;y como pasa el tiempo que de pronto &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;son años sin pasar tú por mi, detenida...&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar de saudade, tampouco de você. Foi tão difícil noutros tempos, aquela parte amputada que ainda se mexia. Fazer renascer esse pedaço, regenerar esse órgão, doeu, mas “&lt;em&gt;Já passou, já passou [...] me pegou de mal jeito, mas não foi nada, estancou&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem perto daqui eu revi um lugar e recompus na mente cenas diversas. Não revivi, não dá, nem quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensem que posto aqui uma melosidade sentimentalóide Emo. Não é a minha, vivo no bonde da felicidade, e se não der mais, desço... pego tantos outros quanto precisar, mas é em cada parada que recorro aos discos do Silvio Rodriguez ou a um bolero de Célia Cruz, pra curtir a falta de um bom amor ou sentir saudade de sei lá o que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade de tudo, mas não perdi nada. Não choro a perda, mas a presença. Está em mim, nos atos, nos sonhos... Está longe, mas está viva. Ouvi que saudade também é feita de presença, de todas as pessoas que não perdi, mas não encontro. Estou longe porque as tenho forte em mim, e posso ir mais longe ainda, porque além de mim há em mim um pouco de cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;[...] y si no no apareces&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;no me importa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;yo te doy una canción.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Silvio e Chico, obrigado pelas poesias, pelo embalo das canções!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-6114902108701251383?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/6114902108701251383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=6114902108701251383' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/6114902108701251383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/6114902108701251383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/02/como-gasto-papeles-recordndote-como-me.html' title='&quot;Como gasto papeles recordándote, como me haces hablar en el silencio...&quot;'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-7688319222543441980</id><published>2008-02-13T17:55:00.000-02:00</published><updated>2008-02-13T18:24:22.921-02:00</updated><title type='text'>Um Dia de Ziraldo e Causos</title><content type='html'>A começar pela afirmação de que não existe "o lindo céu azul pequeno" ou "a bela grama verde pequena", mas sim a grama verdinha, que por si só, e em diminutivo, é bela, e o céu azulzinho que em contraponto é na verdade um grande rio azul, arrebatador, visão que liberta tanto quanto a maravilha da pergunta, o passo adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas as histórias em mundos pequenos na casca, enormes por dentro, feito crianças, meninos que vêm de planetas, firmes como rocha, mas quentes no interior e meninas que vêm de estrelas, porque o brilho é eterno na mulher. Crianças são frutos de calor interno e brilho resplandescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) e quem nos conta essa história é o menino da história", que fez do lápis um pincél, quando pintou a frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"A palavra é o ovo, mas por dentro está cheia de clara vida"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;continua...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-7688319222543441980?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/7688319222543441980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=7688319222543441980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/7688319222543441980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/7688319222543441980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2008/02/um-dia-de-ziraldo-e-causos.html' title='Um Dia de Ziraldo e Causos'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-8444216526154491544</id><published>2007-12-06T14:02:00.000-02:00</published><updated>2007-12-06T15:34:29.995-02:00</updated><title type='text'>Substrato de uma fala acadêmica</title><content type='html'>Era uma aula de metodologia de pesquisa em música.&lt;br /&gt;Acreditem, isso existe! Tanto a metodologia quanto a pesquisa.&lt;br /&gt;Agora sobre a música, aí é querer demais. Ou falamos ou performamos*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo certo, data-show ligado, CD-rom configurado e imagens devidamente projetadas estampando a massa corrida na parede.&lt;br /&gt;Começa então a apresentação e o que seria um breve resumo, virou uma confusão de palavras e vícios da fala, ou defeitos do pensamento, sei lá.&lt;br /&gt;Ao final, percebi que havia mais palavras que diziam nada, do que as que realmente faziam referencia ao texto. Vamos ao substrato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;bem, bom dia!&lt;br /&gt;foi o que foi, porque foi.&lt;br /&gt;Ou seja, a coisa toda que existe, né?&lt;br /&gt;Então a gente vê de alguma forma isso?&lt;br /&gt;Né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é o quê, exatamente?&lt;br /&gt;Não necessariamente isso, mas digamos assim...&lt;br /&gt;então acaba controlando nessa maneira de expor.&lt;br /&gt;Então pra terminar eu acho que é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o quê seria isso?&lt;br /&gt;É levar em consideração o contexto ao qual isso está implícito.&lt;br /&gt;Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é na verdade o quê?&lt;br /&gt;Na verdade, justamente, é bem interessante, porque a realidade, no final das contas...&lt;br /&gt;a realidade é isso!&lt;br /&gt;Tendo que driblar e, há a necessidade, ao mesmo tempo em que tenho que explicar o que vinha sendo dito sobre isso.&lt;br /&gt;Uma vez que isso acontece nesse contexto, onde esse grupo não é exatamente um grupo, ou seja, alguns participam, mas é um paradoxo!&lt;br /&gt;Porque há o incentivo, mas não há a compreensão e o desafio de se adaptar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Né?&lt;br /&gt;Mas isso é um critério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a solução é oportunizar isso. Mas quem vai oportunizar isso?&lt;br /&gt;E há alguém com peculiaridades para tal?&lt;br /&gt;Porque cada caso é um caso!&lt;br /&gt;Entendeu?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma exposição de fotografia que vi. A artista congelou uma imagem de uma determinada rua de São Paulo. Na foto ela percebeu que havia placas e anúncios em demasia e não podendo retirá-las por meio digital, resolveu censurá-las com tarjas pretas, se com placas expostas, ficou difícil visualizar a cidade e seus habitantes, com tarja preta, fico notório que a paisagem estava mais suja ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma sensação tive ao me deparar com a fala dessa pessoa durante a aula, que como colega, passa as mesmas dificuldades minhas, mas não pude deixar de analisar que, pelo excesso de "achismos" e desordenação do pensamento, borrou o foco, tornando ininteligível o texto apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui se encerra mais um dia de tentativa, erros e acertos no processo de transformação de músicos, boêmios e diletantes em seres acadêmicos, de óculos e português troncho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, dezembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* - Entende-se por performance, em (etno)musicologia, termo chique de difícil tradução do inglês para o português que representa o ato de tocar música, ou barulho, se você for um infeliz filho dos dogmas musicais euro centristas. Nesse ato de tocar existe um processo transmissão de saberes pela performance (não verbal) ou pela oralidade (falando ou cantando pelos cotovelos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-8444216526154491544?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/8444216526154491544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=8444216526154491544' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/8444216526154491544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/8444216526154491544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2007/12/substrato-de-uma-fala-acadmica.html' title='Substrato de uma fala acadêmica'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-8113214903936705890</id><published>2007-11-11T22:35:00.000-02:00</published><updated>2007-11-11T22:46:20.192-02:00</updated><title type='text'>Sobre Brasílias</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“A Brasília foi um &lt;/em&gt;&lt;a title="Automóvel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel"&gt;&lt;em&gt;automóvel&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; produzido de &lt;/em&gt;&lt;a title="1973" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1973"&gt;&lt;em&gt;1973&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; até &lt;/em&gt;&lt;a title="1982" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1982"&gt;&lt;em&gt;1982&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; pela &lt;/em&gt;&lt;a title="Volkswagen" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Volkswagen"&gt;&lt;em&gt;Volkswagen&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; do &lt;/em&gt;&lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;&lt;em&gt;Brasil&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Foi projetado para aliar a robustez do &lt;/em&gt;&lt;a title="Fusca" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fusca"&gt;&lt;em&gt;Fusca&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, que já era um carro consagrado, com o conforto de um automóvel com maior espaço interno. Apesar de se conjugar o nome no feminino, o certo seria "O" Brasília, a conjugação no feminino deve-se ao enquadramento como uma mini-perua (&lt;/em&gt;&lt;a title="Caminhoneta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminhoneta"&gt;&lt;em&gt;caminhoneta&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;).”&lt;/em&gt;  [&lt;span style="font-size:78%;"&gt;In Wikipedia - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Volkswagen_Bras%C3%ADlia"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Volkswagen_Bras%C3%ADlia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Numa Brasília assim eu lembro de histórias incríveis, não que a outra Brasília não tenha, mas nessa eu vi e lhes asseguro a veracidade dos fatos. Fantasiados um pouco, tudo bem, mas qual história não pede pra ser contada maior e melhor?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Era 74 quando nasceu, daí até chegar em nossas propriedades confesso que não sei quem a possuiu antes do Seu Garcia. Na verdade se alguém a visse circulando pelas ruas de Fortaleza, (com você dentro, claro!) rapidamente perguntariam: “está a venda?”, “Não acredito que o Garcia a vendeu!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Não vendeu, ela chegou emprestada, pelo Seu Garcia sim, mas emprestada, e viria a ser o novo carro velho da família, de desculpas fiadas para o guardinha, escapulidas furtivas, remendos e improvisos como todo carro velho que se prese ou tente chegar aos pés de um fusca.&lt;br /&gt;Essa Brasília tinha por objetivo nos permitir percorrer novos caminhos. Com a grande vantagem de poder escolher destinos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Na Brasília em que hoje vivo, há mais furtos e escapadas, pessoas diversas que não se conhecem, não se esbarram. Como uma cidade sem muros tem pessoas que não se encontram nos passeios?&lt;br /&gt;Claro, essa Brasília hoje está em minha vida com o objetivo de permitir novos caminhos, mas dentro dela só se percorre traços específicos, como um X no mapa, que esconde um  tesouro que há muito já foi achado e dominado.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Uma cidade pensada que não imaginou o povo dando o seu jeito diagonal em relação aos planos e enquadramentos, às quadras superdimensionadas, às velhas calçadas diante dos caminhos paralelos e funcionais, impressos pelos pés do cotidiano. Tão objetiva como escolher um foco de estudo ao qual não se conhece e por sua vez, difícil de criticar. É preciso foco para andar por Brasília, em meio a tantos L´s e W´s, códigos precisos que parecem trilhar um aquário de minhocas. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Brasília foi um empreendimento moderno, sem folclore, mitos ou lendas. Uma cidade sem lembranças, porque sobre o nada se fez. As pessoas que se dizem daqui são aquelas que mais se aventuram pelo Brasil. É nelas que a pergunta surge: “que país é esse?”&lt;br /&gt;Porque lá há um jogo entre fricção e hibridez, conflitos de identidade em contraponto a mistura de modelos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Gosto mais da Brasília Perua, que coube nela e a ela momentos de total controle do inesperado, com a possibilidade de escolher o caminho diagonal, diferente da outra Brasília que mesmo com asas só tenho as quatro opções básicas da bússola.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-8113214903936705890?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/8113214903936705890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=8113214903936705890' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/8113214903936705890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/8113214903936705890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2007/11/sobre-braslias.html' title='Sobre Brasílias'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2618721986350932668.post-5181405128252173721</id><published>2007-10-30T23:31:00.000-02:00</published><updated>2007-10-30T23:46:13.233-02:00</updated><title type='text'>Créditos sobre o título</title><content type='html'>essa é uma daquelas letras que pairam, vão e vêm na minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a verdade é que nunca ouvi essa música, sou apenas um fã, e sempre que vou no site do gil dou de cara com esse título fantástico. e a letra nem é dele, poderia, sei que a teria feito se o elan não tivesse arrebatado jorge primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrevo aqui, agora, de forma inaugural, apenas para deixar claro que o título não é meu, nasci numa década onde os gênios da palavra são raros, sei que existem, mas não os conheço como queria, por isso nomeio assim meu espaço com esse trecho, e aqui vou regurgitando o que me ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A força secreta daquela alegria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (1974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;letra: Jorge Mautner - música: Gilberto Gil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que roseira bonita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me olha tão aflita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que roseira bonita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me olha tão aflita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela chuva que não vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro, pego o regador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olha com amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que lhe convém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que lhe convém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes falo ao acaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a samambaia de um vaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima da janela olhando a baía&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima da janela olhando a baía&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos telepatia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os amores das flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a força secreta daquela alegria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2618721986350932668-5181405128252173721?l=falamosdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falamosdavida.blogspot.com/feeds/5181405128252173721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2618721986350932668&amp;postID=5181405128252173721' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/5181405128252173721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2618721986350932668/posts/default/5181405128252173721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falamosdavida.blogspot.com/2007/10/crditos-sobre-o-ttulo.html' title='Créditos sobre o título'/><author><name>Pablo Garcia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197639926426293691</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_dsHHdGC2mvM/ScBndvWfDpI/AAAAAAAAABQ/vuGWdJJm-VU/S220/pablo+bandolim.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
